Lili e Raimunda
"Sou a costureira do grupo. Gosto muito de estar nele. Gosto de poder trabalhar em casa. Somos uma família, elas são minhas irmãs."
Lili
Lili
"Sempre gostei de trabalhos manuais. Aprendi a bordar ainda criança nos grupos de minha mãe, na igreja. Desde que este grupo foi criado, tudo foi dando certo. É bom trabalhar em grupo: companheirismo, compartilhamento. Não gosto de ficar isolada. Nosso trabalho é importante, incentiva o amor pelo meio-ambiente. Mostrar o meu tamanduá! Cada qual tem sua maneira de bordar o mesmo motivo."
Raimunda
Raimunda
Salma, Alice, Leila e Evanir
Ana Cristina e Rosineide
Ceiça, Ana Cristina, Susi e Rejânia
"Antes tinha dificuldade para comprar as coisas para fazer bordados, mas o pior, era vender. Os lucros eram muito poucos e nunca dava para comprar material e pagar quem bordou. Entrei no grupo porque estava com depressão. Fui aprendendo, fui gostando. A gente não aprende nada, não é? A gente se lembra."
Ceiça
Ceiça
"Faço radioterapia atualmente. E enquanto estou na sala de espera, vou bordando. As pessoas ficam olhando, admirando, e de tão perto, que às vezes não sobra espaço para esticar bem a linha sem correr o risco de espetar o rosto de alguém. O bordado me dá forças. Enquanto bordo não penso nas minhas preocupações, na minha doença. O grupo me ajuda muito."
Susi
Susi
"Comecei a bordar na 4ª. Série, com 9 anos. Vivia no Piauí e sabe, nordestino sempre está ligado a artesanato. Mais tarde vim para Brasilia. Tive problemas de saúde e depressão. Tomava remédios controlados e após começar no grupo tudo foi se ajeitando. Tenho duas filhas moças mas elas não têm paciência para bordar."
Rejânia
Rejânia
Susi e seu filho
Osmarina, Auxiliadora e Susi
"Vim do Ceará muito pequena e não me lembro de quase nada. Não sou casada e não tenho filhos. Quando não bordava, tentava ganhar dinheiro fazendo desenhos para amigos. Isso quando aparecia. Fazia até tranças raiz. Aí, comecei a bordar e bordo porque gosto e dá para ganhar dinheiro. E através desse trabalho fiz amizades. E acho tudo importante no nosso trabalho."
Osmarina
Osmarina
"Vim para Brasília em 1981. Nasci numa cidade pequena chamada Reruitaba, no estado do Ceará. Sou solteira, não tenho filhos e bordo porque gosto e dá para ganhar um bom dinheiro. Criei amizades com pessoas que antes não tinha. O importante no trabalho que fazemos é divulgar as maravilhas que temos na nossa cidade de Brasília e também do nosso Brasil. Bordamos todos os tipos de árvores, de flores e todos os tipos de pássaros e animais da fauna do Brasil e bordamos também o folclore brasileiro que muitas pessoas do Brasil não conhecem." No início bordávamos em quadradinhos de tecido para aperfeiçoar. Outro dia revimos uns desses quadradinhos bordados e nos perguntamos como a Leila pôde confiar na gente."
Auxiliadora
Auxiliadora
Ray, Maria, Rejânia Francisca e Rosineide
"Desde criança sempre gostei de bordar. Minha mãe e minha irmã não sabiam. Morávamos em Feira de Santana e eu sempre pedia às pessoas que sabiam, que me ensinassem."
Maria
Maria
Antônia com sua filha e Isabel
Natal das Crianças (2008)
Rejânia, Susi, Raimunda, Maria, Rosineide e Ceiça
Dia de visita










